Raimundo Botêlho
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Raimundo Botêlho

// DEPOIMENTOS

A PINTURA DO MARANHENSE BOTÊLHO

Josué Motello*
(Rio de Janeiro / Junho de 1983)


Raimundo Botêlho nasceu no Maranhão e trouxe de lá, além da certidão de nascimento, o gosto da luz e das cores que poria nos seus quadros. Nasceu para pintar como outros nascem para cantar ou escrever. Se não pintasse seria um homem irrealizado. Diante da tela, com sua caixa de tintas e os seus pincéis, é que Botêlho encontra sentido para a vida que Deus lhe deu. Há qualquer coisa de matinal na sua pintura que advém de sua reação diante do mundo e se a pintura não existisse, como processo de captação da realidade visível, este meu conterrâneo Botêlho a teria inventado.

(*: Jornalista, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras)




RAIMUNDO BOTÊLHO, O PINTOR DO MARANHÃO

Mauro Ferreira*

A arte contemporânea passa hoje por momentos de reflexão e reavaliação de caminhos. Um hiato inquietante tem emudecido muitos dos teóricos da expressão artística. Não tem sido muito fácil ser artista sem objeto, pois mesmo este há de ser desconstruído, sob pena de obstar o conceito, o precioso substrato da produção artística.

Um mundo sem “aqueles” objetos, anacrônicos e destrutíveis, sem museus, sem as “repetitivas” e paralisantes regras da academia... O desejo compulsivo de artistas de fazer sua arte sentida, compartilhada, num afã de se ligar simbioticamente ao outro, como se possível fazer inúteis os olhos, instrumentos de ver cores, formas, luzes e, Beleza! É algo como dizer que nossa necessidade do belo fosse ilegítima.

Os caminhos percorridos pelos artistas não os são por todos, pois, a maioria precisa de um guia, o objeto artístico. Uma obra que apresente o artista e sua alma, e não o contrário, um artista apresentando sua obra... Eu aparentemente estou aqui apresentando um artista, mas sou ciente que o que ora faço há de ser inútil, pois naturalmente todos serão apresentados ao artista Botêlho por sua pintura, como eu o fui.

A arte de Raimundo Botêlho nos impressiona pelo colorido limpo fiel ao cromatismo vibrante dos trópicos, explorando uma temática que valoriza a brasilidade e suas variadas expressões. O maranhão, sua terra natal é motivo quase obrigatório, sendo tratado com reverência, mas deixando transparecer as saudades do filho da terra. O Rio de Janeiro e suas privilegiadas paisagens recebem um tratamento muito pessoal, distiguindo-o de tantos que pintaram suas belezas. Não me arrisco dizer que ele é um romântico puro ou naturalista, pois sua capacidade de compreender a linguagem das cores e o intricado metier impressionista, com seu colorido virtual fruto de um divisionismo cromático, o aproxima de uma técnica colorista com largas pinceladas (o que é muito difícil) tão ao gosto de Joaquin Sorolla, que parece embeber a tela com luz e cor.

Um pintor de paisagem é naturalmente um possuidor do arsenal técnico mais completo de todos os gêneros, e Botêlho mostra estas armas. Quem gosta da boa pintura, esteja atento, pois estas pinturas estão apresentando este senhor, Artista!

(*: Artista Plástico)




A EMOCIONANTE ARTE DE BOTÊLHO

Odilon M. Fonseca*
(Rio de Janeiro / Março de 2011)


Com pincéis, Botêlho amanha flores, constrói vilas, monta vigília aos barcos à beira-mar, percorre trilhas de terra rasgadas com os tons intensos de sua sensibilidade. Interpretar a natureza é o seu dom maior. Com esses elementos o artista aprendeu o singular ofício de encantar os que participam de sua arte como testemunhas da vida que nela pulsa. Quem aprecia as pinturas do Botêlho não resiste à tentação: envolve-se, torna-se igualmente artista e coautor das obras, pois elas transmitem instantes captados e passados às telas com talento e intensa emoção.

Botêlho trabalha a emoção das formas e das cores!

(*: Jornalista)




A EXUBERANTE ARTE DE BOTÊLHO

Christian Devalle*

No início da década de 90 retornei à minha Paris, desta vez a serviço, e ao visitar meu amigo Jean Claude Deparney, admirador e colecionador de obras de artistas plásticos latino-americanos, tais como os famosos mexicanos Manuel Felguérez e José Luis Cuevas, o equatoriano Oswaldo Viteri e o uruguaio Gustavo Nakle, lá vi um quadro que me chamou muita atenção. Trava-se de uma marina do pintor brasileiro Botêlho à qual o artista dera o título de “Barcos do Maranhão”. Os traços firmes, as cores exuberantes, a luminosidade, as sombras flutuando sobre as águas do atracadouro atingiam tal perfeição que cheguei a pensar que se tratava de uma fotografia. Perguntei ao Deparney como ele havia adquirido aquela sublime obra e ele me disse que tinha sido em 1986 na cidade de Joinville no Paraná, Brasil, numa galeria de artes chamada Lescaux. Passados 10 anos, durante um festivo jantar, conheci, numa agradável surpresa, o Botêlho, autor da obra que tanta admiração me despertou. Nos tornamos amigos. Agora, sempre que vou à França levo alguns quadros do Botêlho, que o meu amigo Deparney, muito conhecido no mundo das artes parisiense se encarrega de vendê-los a outros colecionadores de obras latino-americanas, com uma grande vantagem: os compradores não discutem preço porque sabem que estão adquirindo telas que a curto prazo se valorizarão muito.

(*: Consultor Organizacional)




A ARTE DE BOTÊLHO, UMA FESTA DE FORMAS E CORES

Nery Baptista*
(Curitiba / Novembro de 1997)


O artista é do Maranhão, mas está radicado no Rio há décadas e traz no sangue o gosto pelas coisas simples das pequenas cidades de antanho e do mar. Pintor de marinhas e paisagens sua pintura é uma festa de cores, luzes e formas exuberantes, expressão de um artista que parece em paz com o mundo e consigo mesmo. A expressão do mundo para Botêlho é clara, objetiva, simples e direta, em recursos intermediários, uma linguagem direta para atingir o público à primeira vista.

(*: Jornalista, crítico de artes)




O TALENTO E A MAESTRIA NA ARTE DE BOTÊLHO

Preciada Waismann e Roberto Belluco*
(Rio de Janeiro / Maio de 1995)


Botêlho é dono de uma característica toda especial. A luminosidade emergente de sua obra ressalta as formas dando mais vida às cores da natureza dos locais retratados. Em seus quadros o talento e a maestria nos traz a visão encantada de praias, casarios, recantos especiais, paisagens típicas brasileiras, todos entremeados magistralmente em suas telas. A qualidade de sua obra, a beleza, a luz e todas as particularidades que se descobrem nelas à cada nova observação valorizam o artista e tornam a mesma cada vez mais cativante.

(*: Consultores de Artes Plásticas)




TELAS DO BOTÊLHO TÊM LUZ PRÓPRIA

João Jacques*
(Fortaleza / Julho de 1983)


As obras do Botêlho não precisam de luz exterior para aparecer, atrair, agradar. O clarão vem de dentro para fora. E é sol nas manhãs e luar nas noites. E as sombras estabelecem aquele contraste responsável pela terceira dimensão, que, em muitos estilos, é arrancado do plano à custa de alopático emprego de massa. Suas marinhas não morrem nos abismos do azul oceânico ou celeste. Mesclam-se de ouro e púrpura, de violáceos e clorofílicos, enriquecidas pelos toques complementares da finalização talentosa, ousada e versátil.

(*: Jornalista, escritor, pintor.)




BOTÊLHO, O INTÉRPRETE DA NATUREZA

Carlos Chenier*
(Vitória / Outubro de 1981)


Botêlho aportou no Rio de Janeiro em 1969. Como artista que chega a um centro imenso de cultura como é a cidade do Rio, Botêlho foi devagar se aproximando dos movimentos de arte com que se identificava e, conseqüentemente, dos artistas. Mas sempre se escorava no desenho técnico para sobreviver. Fala de amigos que nessa época conviveram com ele: Oscar Tecídio, Ney Tecídio, Tonius, Acélio de Mello, Arlindo Mesquita e outros.

Hoje, já independente das influências recebidas por Finatti, pois em determinado momento, nos círculos artísticos, era considerado e carinhosamente chamado de Finatinho, Botêlho agora adquire seu jogo próprio de cores e, dentro da sua proposta visual de trabalho, procura não captar apenas uma paisagem vista, mas interpretá-la na composição com seu extraordinário talento.

(*: Jornalista, escritor e crítico de artes)




O MEU MAIS TALENTOSO ”DISCÍPULO”

Bustamante Sá*
(Rio de Janeiro / Setembro de 1977)


Raimundo Honório Botêlho Neto, o “Finatinho”, como é carinhosamente tratado pelos amigos mais próximos, nunca freqüentou minhas salas de aula, mas sempre me chama de “Meu mestre!”. Seu mestre mesmo, na Sociedade Brasileira de Belas Artes, de quem ele herdou o intenso amor pelas artes e até acentuada parcela do talento, foi o meu colega professor Antenor Finatti que, de Botêlho costumava me dizer: “Anote aí o nome desse rapaz porque ele ainda vai nos envaidecer muito por nos tratar afavelmente de Mestres”. Com seu extraordinário talento Botêlho vem confirmando os vaticínios do professor Finatti e toda vez que ele me chama em público de meu Mestre eu sinto um imenso orgulho por tê-lo como amigo e fraternalmente como discípulo, tal é a sua envergadura artística.

(*: Pintor, desenhista e professor.)